Primeiras impressões: Resident Evil 5
Written by Bruno Silva on 11/fevereiro/2009 – 14:01 -
Eu O Faca tarda, mas não falha; a demonstração de Resident Evil 5, que saiu na última sexta (para o PS3; aos caras com Live Gold no 360, a demo foi lançada uma semana antes), com ânimos hyposos e até acusações de racismo, tem sua demo devidamente comentada em terras caveirísticas.
Pra não ficar muito óbvio, digo que a Capcom seguiu a mesma linha de outra franquia famosa: Devil May Cry 4. A explicação, como de costume, está após o salto.

Existem quatro tipos de controles em RE5 – tipos A, B, C e D, mas as que realmente importam são A e D. O tipo A é a mesma configuração de RE4, onde se mira com o L1 e atira/recarrega com quadrado/X. Já o D é a configuração mais “ocidental” com movimentação no analógico esquerdo e câmera no analógico direito, mirando com L1 e atirando com R1. O tipo B é um misto das duas, já que envolve o sistema de tiro da A e a movimentação da D, e a tipo C é a mais bisonha, que não deixa nem você controlar a câmera direito.
Eu decidi experimentar o novo estilo proposto, o D, e deixo um recado: troca de botões não é renovar, nem trazer um estilo “Gears of War” pra Resident Evil, Capcom. Está mais pra “estou trocando os botões de tiro para os ‘L e R’ da vida”. Isso não é nada mais do que seguir uma tendência. Renovação, ou ao menos mudança, seria trazer para RE5 o estilo de atirar e correr (ou pelo menos dar a chance de nós escolhermos). Não dá nem pra dizer que senti falta de atirar correndo, já que esse nunca foi o estilo da franquia. Mas se a Capcom se propôs a fazer “mudanças”, era a hora de ter implementado.
A demo mostra duas fases: Public Assembly e Shanty Town. Na primeira, é você (como Chris – no single player você só controla ele) e Sheva tem que sobreviver ao ataque dos zumbis até um helicóptero bombardear uma porta, limpando o caminho para você escapar. É como do começo de Resident 4. Só espero que esse não seja o começo do jogo propriamente dito, pra não deixar mais escancarada a falta de criatividade.
Shanty Town é bem mais tranquila, e aparentemente mostra uma fase um pouco mais avançada do jogo (eu imaginei ela um pouquinho depois de Public Assembly, com uma ou duas partes a se passar antes). Tem uma parte que mostra um dos – espero – muitos “puzzles” que o modo cooperativo proporciona: em determinado momento, os dois estão no topo de um prédio e Sheva salta para o edifício ao lado, para detonar uma porta e abrir o caminho. Sheva está cercada de zumbis e Chris (você) deve atirar com um rifle sniper para proteger a moça. Infelizmente só joguei essa parte no single player, mas vocês devem imaginar a interação com um colega.

O ponto mais positivo de RE5 é Sheva. Ela é foda, chuta e salta como se fosse uma ginasta, e tem uma voz sexy. Mesmo como coadjuvante, eu vi nela muito mais presença. Pelo menos para mim, Chris vai ficar à sombra de sua parceira assim como foi no primeiro Resident Evil. Espero que deixem a gente escolher qual personagem usar no single player da versão final.
Quando eu liguei o console, eu bem queria, bem que quis pensar que não seria assim, bem quis fugir dessa constatação… mas não há como negar: tudo que foi mostrado nesse demo de RE5 é um RE4 com gráficos melhores e modo co-op. Concluindo, é a Capcom fazendo a mesma coisa que havia feito com Devil May Cry 4 ano passado: trazendo mais do mesmo, com uma nova roupagem.
Mas não que isso seja necessariamente algo ruim já que, nesse caso, Resident Evil 4 foi um jogão. Assim como esse, sem superar seu antecessor, provavelmente será.
Tags: capcom, demo, Impressões, playstation 3, resident evil, resident evil 5, xbox 360
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Vinícius Lima







