Por que raios Pokémon ainda bomba por aí?

Written by Sir Alain de Paula on 22/março/2010 – 00:17 -

pokemon01Não vou ser hipócrita. Quando comprei meu Nintendo DS o primeiro jogo que joguei foi New Super Mario Bros. O segundo foi Pokémon Diamond.

Vi a época da geração Pokémon se consolidar, e o mais bizarro é que essa consolidação continua até hoje. Joguei a Red e Silver, fazia algumas estratégias bacanudas pra ganhar dos meus amigos e era meio imbatível até com meu grande Tyranitar. Fiquei fora das versões Ruby/Sapphire/Emerald, mas botei as mãos nas novas versões com a compra do meu Nintendo DS.

Vejo que existe algumas receitas importantes, coisas básicas, que destroem trilhões de franquias por aí. Vamos nomear os bois então:

1. Signos característicos que nunca mudam (ou “como sempre uma coisa é sempre a mesma coisa”)
Liguei o jogo e dei New game. Escolhi meu sexo, pus meu nome, e tive aquela explicação rápida do que é o mundo Pokémon. Acordei no meu quarto, falei com minha mãe, acabo tendo um encontro com o professor, escolho meu primeiro Pokémon e vou andar pelo mundo. É a mesma receita desde Pokémon Red/Blue/Green, os primeiros lá da década dos tiranossauros.

pokemon022. Sempre adicione, nunca retire. (ou “como aquelas coisas que o povo adora sempre persistem”)
Lembra da bicicleta? Ela sempre tá em todos os jogos, e sempre aparece com uma música irritante diferente no fundo. Desde essa da primeira geração, até essa das últimas versões. A diferença é que eles adicionaram marchas, e até umas botas iradas pra você usar nos locais que não pode dar umas pedaladas. Achou o exemplo muito vago? Gosto muito dos “acessórios”. Na época que jogava a Silver tinha o Pokégear, que tinha Rádio, telefone e algumas outras coisas inúteis. Nas novas tenho uma versão melhorada, o Pokétch (e não, não me venha com piadinhas trocando o “p” pelo “b” e falando da Twittess do BBB), com hora (que deixo sempre, afinal sempre perco a hora jogando isso…) e mais algumas coisas também inúteis, exceto um comparador de tipos de Pokémon, pra saber qual tipo ganha do qual, pra simular na hora da batalha.

3. Clichês SEMPRE funcionam. (ou “como uma história bobinha faz você ficar com medo de um mero Pikachu”)
Me recordo até hoje quando a Equipe Rocket dominou a Torre de Rádio de Goldenrod com seus “atos terroristas”. Ou também quando sequestraram o dono da Silph Co. Se você acha isso meio bobo, é porque não viu o Team Galactic, e me pergunto o que essas crianças andam vendo por aí. É quase um Talibã, com algum líder obscuro que usa um tipo de Pokémon apelativo. Você se sente quase que um carinha do filme da Bigelow, que aliás eu baixei e não assisti ainda. É bom?

pokemon034. Invista nos detalhes (ou “como aquela porta da cidade que você não viu na verdade escondia algo tão importante e nunca reparei”)
Sempre tiveram uns detalhes muito bacanas no jogo. Na primeira geração não tinha tanto, mas na Silver investiram bastante. Seus bichos tinham felicidade, de acordo até com o que você recuperava os status deles. Isso evoluiu pra uma cadeia de coisas que medem a beleza, esperteza e até fofura do seu Pokémon. Antes tinham umas Pokébolas que você tinha que fazer pegando uns itens chamados “Apricorns”. Agora você tem mais opções ainda (até uma que tem mais chance de pegar por número de rodadas da luta) aumentando ainda mais a chance de pegar algo e a diversão da coisa toda.

Resultado? Joguei Diamond do jeito que jogava a Red, me senti em casa. Acho esse um diferencial interessante, uma receita básica de game de sucesso que poucos conseguem absorver e transmitir tão bem como Pokémon. Talvez seja por isso que seja uma das franquias de maior sucesso no mundo – mesmo tendo ao mesmo tempo trilhões de pessoas que têm também um imenso preconceito contra o game.

O game é o game, o anime é o anime. Ponto final!


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Uma teoria sobre Final Fantasy XIII (Ou: porque acho que FFXIII pode igualar ou superar a popularidade de FFVII)

Written by Bruno Silva on 17/janeiro/2009 – 19:13 -

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ALERTA DE SPOILER: Se você não jogou Final Fantasy VII, esse post pode ter spoilers. Se quiser, vá em frente; depois não diga que eu não avisei!

Alguns poucos títulos conseguem se tornar obras de arte dos games. É o que aconteceu com a história de Cloud, Aeris, a Shinra e Sephiroth, que ultrapassou a barreira da aclamação pelos fãs de FF e chegou ao panteão dos maiores jogos já produzidos.

A Squaresoft Square-Enix, que não é boba, já industrializou esse sentimento num hype sem limites, de todas as formas possíveis. Basta lembrar de Cloud, Sephiroth e cia. em Kingdom Hearts (Sephiroth, então, tornou-se o estereótipo de vilão imbatível da Square), e mais recentemente em FF Dissidia (que é puro fan service mesmo). Também é fácil lembrar dos vários spin-offs, como Advent Children (que originalmente foi concebido como um jogo), Dirge of Cerberus e Crisis Core. Todos relativamente recentes; Crisis Core, por exemplo, saiu dez anos após o lançamento de FFVII.

Agora você me pergunta: o que isso tem a ver com FFXIII? Aí eu respondo: é o maior fan service de todos. É o tributo final a FFVII, já que simplesmente é uma recriação mais colorida de seu universo.

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